pt-bren facebook +55 (21) 2225-7082 info.rfc.riofilme@gmail.com
pt-bren facebook +55 (21) 2225-7082 info.rfc.riofilme@gmail.com

Casa do Jongo da Serrinha

Price
Price
20 de agosto de 2019

Proceed Booking

Save To Wish List

Adding item to wishlist requires an account

248

Why Book With Us?

  • No-hassle best price guarantee
  • Customer care available 24/7
  • Hand-picked Tours & Activities
  • Free Travel Insureance

Get a Question?

Do not hesitage to give us a call. We are an expert team and we are happy to talk to you.

1.8445.3356.33

Help@goodlayers.com

Fotos
Sobre

O Morro da Serrinha é uma comunidade localizada na zona norte do Rio de Janeiro, no tradicional bairro de Madureira. No final do século XIX, o local recebeu muitos negros recém-alforriados, consolidando-se assim como um dos berços da cultura negra na cidade.

Uma das tradições que resistiu ao tempo foi o Jongo, que também é conhecido como caxambu e corimá. De origem africana, o ritmo foi trazido ao Brasil por negros bantos, sequestrados para serem vendidos como escravos nos antigos reinos de Ndongo e do Kongo, região que corresponderia à República de Angola. A dança influenciou o samba carioca e também a cultura popular do Brasil como um todo.

O jongo é conhecido como uma dança de terreiro. Na coreografia em círculo, os participantes batem palmas e movimentam o tronco. No meio da roda fica o solista ou jongueiro, que entoa versos improvisados e “pontos”. Nas letras dos pontos estão enigmas que o adversário na roda precisa adivinhar para “desatar” ou “desamarrar” o ponto. Os instrumentos tradicionais são dois tambores de tamanhos diferentes: tambu, o maior, e candongueiro, o menor. Os tambores são sagrados, pois tem o poder de fazer comunicação com a ancestralidade. No início da festa, os jongueiros se benzem, tocando levemente o seu couro em sinal de respeito.

O grupo responsável pela sobrevivência dessa cultura foi criado no fim da década de 60 por moradores do Morro da Serrinha; Vovó Maria Joana Rezadeira, seu filho o Mestre Darcy, Vovó Teresa, Djanira, Tia Maria da Grota e Tia Eulália. Protagonistas deste movimento, eles transformaram as rodas informais de jongo em ensaios artísticos para preservar a tradição. O Jongo da Serrinha, em Madureira, é o grupo mais tradicional de dança de batuque no Rio de Janeiro.

Hoje a jongueira mais antiga da Serrinha é Tia Maria da Grota. Ela e os nove irmãos juntos fundaram a Escola de Samba Império Serrano. É ela quem abre os shows do Jongo da Serrinha, apresentando os tradicionais pontos com dançarinos e músicos. Acompanhada por tambores, surdo, caixa, bangô, cavaquinho, violão de sete cordas e bandolim.

Em 2000, os jongueiros criaram a ONG Jongo da Serrinha, a fim de preservar este patrimônio imaterial por meio de ações sociais relacionadas à educação, cultura, trabalho e renda. Já em 2013, a prefeitura do Rio de Janeiro cedeu um imóvel para o grupo. Hoje a Casa de Jongo é referência do patrimônio imaterial carioca, realizando várias atividades culturais com intuito de fortalecer a comunidade.

Saiba Mais
  • A Casa de Jongo possui o Centro de Memória da Serrinha, uma creche,e a Escola de Jongo que também conta com aulas de canto e percussão, dança afro, jongo, circo, teatro, capoeira da Angola, cultura popular e griô. São atendidos 400 alunos da comunidade que também se apresentam. A casa possui uma biblioteca, estúdio musical, uma galeria que abriga exposições temporárias e permanentes e uma sala de cinema.
  • No começo de 2018, a Casa de Jongo fechou as portas durante 3 meses por falta de patrocínio. A mobilização social foi tamanha que a casa reabriu no final de março do mesmo ano através de doações, porém ainda necessita de apoio financeiro para se manter suas atividades.
Contato

Endereço: Rua Compositor Silas de Oliveira, 101, Madureira, Rio de Janeiro – RJ 21360-360
Telefone: +55 (21) 99191-3123
Website: jongodaserrinha.org
Email: dyonneboy@yahoo.com.br
Horário de funcionamento: De Segunda à Sábado 09:00 – 17:00

Mapa