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Rio Capital Mundial da Arquitetura 2020: a cenografia da Cidade

Museu de Arte do Rio – Rio de Janeiro – Foto: Alexandre Macieira | Riotur

 

Rio de Janeiro, 3 de março de 2020. Ainda que as paisagens naturais tenham definido a imagem da Cidade do Rio de Janeiro mundo afora, a arquitetura das construções cariocas também é um espetáculo à parte: o ano de 2020 celebra a Cidade do Rio de Janeiro como primeira Capital Mundial da Arquitetura, título inédito conquistado pela Prefeitura do Rio e pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e pela União Internacional dos Arquitetos (UIA). Com o tema “Todos os mundos. Um só mundo. Arquitetura 21”, a programação, que se estende entre janeiro e dezembro, busca gerar o debate acerca de sustentabilidade e urbanismo. A ideia é refletir sobre os espaços urbanos do futuro, de forma a aliar o cuidado com os recursos ambientais às necessidades humanas que se transformam de maneira acelerada, tornando as cidades cada vez mais dinâmicas.

E o que essa celebração tem a ver com o Audiovisual? Arquitetura e Audiovisual se conectam no momento em que as produções idealizam seu universo cenográfico, ou seja, do ambiente em que se desenrolam narrativas do cinema, das novelas, das séries. É neste ambiente que tempo, espaço e personagem se desenvolvem, criando histórias e sensações. A Cidade do Rio de Janeiro possui edificações históricas que inspiram roteiristas e diretores e ocupam lugar especial na lembrança de espectadores e, é claro, dos turistas. Confira abaixo exemplares dos principais movimentos que representam a riqueza arquitetônica do Rio de Janeiro.

 

ARQUITETURA COLONIAL

Arquitetura característica do período iniciado pelo Descobrimento (1500) até o momento de declaração da Independência (1822). As edificações deste período reúnem elementos renascentistas, maneiristas, barrocos, rococós e neoclássicos, adaptados às condições materiais e socio-economicas locais. Os mais duradouros exemplos desse estilo são encontrados nos conventos, abadias e igrejas, como o Mosteiro de São Bento. A Fortaleza de Santiago (hoje Museu Histórico Nacional) e o Aqueduto da Lapa também são símbolos arquitetônicos coloniais.

 

Frame do longa-metragem “Legalize Já”, no Aqueduto da Lapa.

 

ARQUITETURA NEOCLÁSSICA

Com a chegada da Família Real Portuguesa, em 1808, as novas construções da Cidade tinham como propósito proporcionar conforto à nobreza portuguesa e expor à população o projeto de civilização da monarquia. A partir de então, foram erguidos projetos neoclássicos, com inspiração na Antiguidade Clássica e na cultura renascentista, ou seja, prezavam pela proporção e simetria, tinham frontões geométricos e utilizavam materiais nobres, como pedra, mármore e granito. Um dos exemplos mais conhecidos na paisagem urbana carioca é o Palácio do Catete.

 

ARQUITETURA NEOGÓTICA

O estilo arquitetônico atingiu seu vigor em meados do século XVIII, pulsada pelo revivalismo, ou seja, uma intenção dos criadores em reavivar formas góticas medievais. Construções monumentais, a base em concreto e a predominância de torres e formas cônicas apontadas para o céu são algumas de suas características. No Rio de Janeiro, elementos neogóticos são encontrados na fachada do Real Gabinete Português de Leitura e na Catedral Presbiteriana, na Praça Tiradentes.

 

ART DÉCO

Você sabia que o Rio de Janeiro é considerada a capital latino-americana da Art Déco? Há mais de 400 construções do estilo espelhadas pela Cidade. Mais que um estilo, foi um movimento das artes visuais e da arquitetura que encontrou seu ápice nos anos 1920, após a Primeira Guerra Mundial, perdurando até fim da Segunda Guerra Mundial, no final dos anos 1930. A Art Déco promoveu a releitura de elementos de outras vanguardas arquitetônicas, de forma a dar ênfase no luxo, na extravagância e no progresso. Anunciava o florescimento da Arte Moderna ao utilizar de materiais como metal e plástico. Algumas obras urbanas cariocas que simbolizam o estilo são o prédio da Central do Brasil e o Edifício Biarritz, na Praia do Flamengo.

 

ARQUITETURA MODERNA

A escola arquitetônica moderna se consagrou entre as décadas de 1950 e 1970. Os projetos modernistas se inspiravam no racionalismo e na simplicidade, prezando pela assimetria e a integração entre forma e função dos edifícios. Os materiais de destaque foram o concreto, o aço e o vidro, uma vez que o movimento promoveu um abandono completo do ornamento, e assim as construções representativas deste gênero costumam apresentar fachadas limpas. O MAM Rio – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro é uma das primeiras obras ricas em pórticos de concreto armado do Brasil.

 

Publicidade realizada no foyer do MAM Rio.

 

ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA

A concepção contemporânea é baseada nos princípios da pós-modernidade, que emergiu por volta dos anos 1980. Os projetos passaram a adotar tendências minimalistas e soluções voltadas à harmonia com o ambiente ao redor, além de, é claro, elementos tecnológicos. Permite uma variedade de estilos e possibilidades estéticas, com formas instigantes e espaços inusitados. Uma construção representativa é o Museu de Arte do Rio.

 

Acesse a programação das celebrações Rio Capital Mundial da Arquitetura 2020 clicando aqui .

 

 

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